null INE confirma subida de 4,9% do PIB em 2021

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No trimestre final de 2021, a economia portuguesa apresentou um crescimento homólogo, em termos reais, de 5,8% (mais 1,4 p.p. face ao trimestre anterior), com uma variação positiva tanto da procura interna (crescimento de 4,8%) como das exportações (crescimento de 15,8%), originando contributos positivos tanto da procura interna (mais 4,9 p.p.) como da procura externa líquida de importações (mais 0,9 p.p.). Apesar da aceleração das exportações, o INE ressalva que existiu uma perda significativa dos termos de troca, resultante do crescimento pronunciado do deflator das importações, em particular dos bens energéticos e das matérias-primas.
Na decomposição da procura interna, o consumo privado registou a maior variação homóloga, com um crescimento de 5,2% (mais 1,3 p.p. face ao trimestre anterior), sendo seguido pelo investimento cuja taxa foi de 5,1% (menos 2,7 p.p. comparativamente com o terceiro trimestre) e finalmente pelo consumo público, que cresceu 3,1% (menos 1,3 p.p. face ao trimestre anterior). No caso do consumo privado, destaca-se particularmente o crescimento de 3,5% do consumo de bens duradouros, após a diminuição de 5,8% que tinha acontecido no terceiro trimestre.
Desta forma, o INE confirma os dados da estimativa rápida relativa de 31 de janeiro de 2022 do crescimento do PIB tanto para o 4.º trimestre, como para o ano de 2021. O crescimento anual de 4,9%, em termos reais, foi suportado pela procura interna, que cresceu 5%, contribuindo em 5,2 p.p. para a variação da taxa. Apesar do crescimento das exportações em 13%, a procura externa líquida, em termos anuais, continua a contribuir negativamente para o crescimento do PIB (-0,2 p.p.).
Não obstante ter existido uma evolução homóloga positiva, o PIB continua abaixo do nível de 2019, em 3,9%, com as componentes do consumo privado, exportações e importações a encontrar-se abaixo dos valores pré-pandémicos, sendo o desvio mais significativo, o das exportações (-8,1%).