null 16.ª Reconstituição de recursos do Fundo Africano de Desenvolvimento no ano em que o Fundo celebra 50 anos de existência

Do lado esquerdo: homem a ensinar criança em mesa de escola com um quadro de pés atrás. Do lado direito: várias bandeiras dispostas em circulo com o logo do Banco Africano de Desenvolvimento ao cento.

Direitos de autor da imagem: Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB)

A primeira reunião de negociações da 16.ª reconstituição de recursos do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAfD16) decorreu entre 5 e 7 de abril, virtualmente. Na sessão de abertura, o Presidente do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, A. Adesina, evidenciou o impacto do FAfD na vida dos africanos e destacou as crescentes necessidades, sobretudo no atual contexto (impacto da pandemia COVID-19 e, mais recentemente, o conflito Rússia-Ucrânia). Com isso em mente e face à celebração dos 50 anos do Fundo, o Presidente sublinhou veementemente a importância de uma reconstituição forte e transformadora.

Os doadores reconheceram as necessidades crescentes e o papel do Fundo para lhes fazer face, e solicitaram que o pacote de políticas a acordar tivesse um maior enfoque em questões como agricultura, género, integração regional e criação de emprego. Expressaram ainda satisfação à atenção dada ao tema das alterações climáticas.

Do ponto de vista financeiro, foi unânime o sentimento de que todos os cenários apresentados eram ambiciosos, face aos constrangimentos orçamentais dos países doadores no momento e tendo em conta exercícios de mobilização de recursos em curso também noutras instituições.

A próxima reunião terá lugar na primeira semana de julho, ainda em formato virtual.

O FAfD é a instituição do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento que providencia financiamento concessional aos 37 países mais vulneráveis do continente africano, onde se incluem Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.