null 34.ª COMACE reconhece boas perspetivas da economia de São Tomé e Príncipe, mas aponta riscos

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A Comissão do Acordo de Cooperação Económica entre Portugal e São Tomé e Príncipe (COMACE) reuniu no dia 5 de dezembro de 2025, em São Tomé, para discutir a conjuntura económica de São Tomé e Príncipe, com base na análise realizada pela Unidade de Acompanhamento Macroeconómico (UAM).
Na sua 34.ª Reunião, a COMACE reconheceu o progresso alcançado no cumprimento das metas implícitas no programa de financiamento acordado com o FMI, ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada. Deu nota, todavia, dos constrangimentos suscitados pelas dificuldades energéticas dos últimos quatro meses e dos riscos macroeconómicos antevistos para 2026.
As perspetivas de evolução dos principais indicadores económicos continuam a sugerir alguma resiliência macroeconómica, embora as recentes dificuldades de produção de energia afetem já as projeções disponíveis quer para o crescimento real do PIB, quer para a redução da inflação em 2025 e 2026. A economia deverá consolidar a trajetória de crescimento apoiada pelas reformas estruturais em curso e pelos projetos de investimento público em carteira, com o apoio dos parceiros de cooperação, nomeadamente no setor da energia.
A COMACE discutiu, com profundidade, os desafios que a economia são-tomense irá enfrentar em 2026, incluindo os decorrentes dos vários atos eleitorais previstos, que poderão intensificar os riscos orçamentais, cambiais, sociais e políticos. As autoridades são-tomenses reiteraram o seu compromisso com o reforço das reservas externas, com a promoção da estabilidade de preços e com a implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável.
Esta foi a 34.ª Reunião da COMACE, Comissão que reúne semestralmente ao abrigo do Artigo 8.º do Acordo de Cooperação Económica, celebrado entre Portugal e São Tomé e Príncipe em 28 de julho de 2009.