null 59.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do BAsD marcada pelo lançamento de iniciativas regionais no setor da energia e das infraestruturas digitais

Direitos de autor da imagem: Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD)
A 59.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD), que teve lugar de 3 a 6 de maio, em Samarcanda, no Uzbequistão, reuniu mais de 3.000 decisores políticos, líderes financeiros e especialistas em desenvolvimento de toda a Ásia, do Pacífico e de outras regiões.
Na sessão de abertura, o Presidente Masato Kanda apelou à necessidade de uma cooperação regional mais profunda e uma maior conectividade transfronteiriça, sublinhando que a ação coletiva é vital para reforçar a resiliência e promover um crescimento inclusivo, sobretudo num contexto de fragmentação global e choques económicos.
É de destacar o lançamento de um programa de 70 mil milhões de dólares destinado a reforçar a segurança e a resiliência na Ásia e no Pacífico através de iniciativas regionais. O pacote prevê 50 mil milhões de dólares para o desenvolvimento da “Pan‑Asia Power Grid Initiative”, uma rede energética pan‑asiática concebida para integrar energias renováveis entre países, reforçar a segurança energética e reduzir emissões. Inclui ainda 20 mil milhões de dólares para expandir a conectividade digital transfronteiriça e combater a desigualdade digital na região.
A representação nacional, assegurada pelo GPEARI, destacou na sua intervenção a necessidade de uma ação mais coordenada entre parceiros de desenvolvimento e países membros do BAsD, a urgência de apoiar os países mais afetados pelo conflito no Médio Oriente, e a relevância de a instituição manter o enfoque em energias renováveis e eficiência energética e em integração regional.
A próxima Reunião Anual do Conselho de Governadores, que coincidirá com celebração dos 60 anos da instituição, decorrerá entre 2 e 5 de maio de 2027, em Nagoia, no Japão.
O BAsD é uma instituição financeira internacional que tem por missão combater a pobreza e apoiar a melhoria das condições de vida das populações da Ásia e do Pacífico, promovendo parcerias com Governos, sector privado, organizações não-governamentais, agências de desenvolvimento e outros parceiros da sociedade civil Portugal é membro da instituição desde 2002.